Tarde tempestuosa

Traz morada

Pra alguém que faz sua casa

Barro molhado

Rude cipreste

Cheiro de Chipre

Âmbar

Copaiba

Cheiro de alguém que anda por aí

Dizem dos Açores

Eles

Com seus temores

De ruínas predominantes

Em escalas

Em um instante

Passa o temporal

Cheiro de quintal

Terra molhada

Terra preta

É novembro quase dezembro

São dias iguais

Como todos

Iguais

Mas te vejo

Vejo chegar

Brevidade

Mistura

Intensidade

Seria eu poeta na cidade?

Cai a gota

Ouço

Paro

Penso

Apenas sonho de quem vive acordado

Uma realidade de quem vive sonhando

Nada além do combinado

Controverso

O meu inverso

Eu escrevo palavras

E as apago

Registro na mente

Segredos jamais revelados

Penso

Paro

J. Nobre

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