Amor

A conquista latente da alma

Em razão de sua razão

Torna as coisas

Como elas são

Mas ele sobrevive

Torna o belo

Plausível

Torna o novo

Visível

E o surreal

Intransponível

Se ele pudesse

Já estaria

Se coubesse

Permearia

Diz o amor

Que não é opressor

Faria da brevidade

Eternidade

Da condição

Veracidade

Difícil entender os jornais

Pois eles voam pela cidade

Deveriam estar nas mãos

Mas

Resolveram criar as suas asas

As buzinas

Gritam!

Os passos apressados

Contornam

Em coordenadas

Ele pode

E de instante em instante

Confere-se os ponteiros

As horas

Ainda pode-se ajustar

Em meio ao turbilhão

Um violino

Uma canção

Nesse corre corre

De pura ilusão

Ah! Mas o amor

Sempre é vencedor

Ordenador

Faz-se sutil

Sem se impor

Cria raízes

Faz o impossível acontecer

Permanecer

Nesse mundo cinza padrão

Que sempre insiste em pagar pra ver

J. Nobre