Eis o Poeta

Eis o homem

Eis a vida

E a sua história

Uma lona rasgada

Uma multidão atônita

Pulou da platéia

Arremessado foi ao chão

Saiu na calada

Em noite de lua cheia

Pela estrada

Deu três batidas

Abriram-se as cortinas

Entrou

Se calou

Nem um ressonar se ouviu

A noite era longa

Escrever podia ser

Eis o lírico

Intrépido e sensato

Faz de todas as suas rimas

Os seu retalhos

Eis o universo

Que tem o seu som

O seu tom

O seu combinar

Em disparada sai

Vai se encontrar

Céu rumoroso

Vento que sopra do sul

Me conta mistérios

De um breve futuro

Ah! Aquela noite

Que em meus sonhos

Falava

Eu o via do outro lado

Com os olhos fixados

Não deu ouvidos

E eis o lamento

Breve

Apavorado

J. Nobre

2 comentários sobre “A lona rasgada

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