O artista

Que em seu próprio tempo

É visto como louco

Insano

Inconsequente

Que tem em suas mãos

O toque

O modelar

Em sua mente

Traz consigo

O saber de criar

Longe do seu tempo

Atemporal

Em busca de conhecimento

Que o torne imortal

Faz de si mesmo

Algo intocável e acessível

Em uma lógica humana

Se distancia

Seu olhar

Esconde mistérios

Criterioso em seu próprio universo

Sua voz denota

Faz sentir cada nota

Ecoa no vento

No tempo

Nunca houvera tanto sentimento

Seu paladar testifica

Sabores

Licores

Lança-se sobre tela

Como um açoite

Mente incompreendida

Viaja por lugares

Jamais visitados

Jamais encontrados

Quer o mundo para si

Para ti

Aonde estão as flores?

Aonde estão os rumores?

Rascunha dia e noite

Mas ainda não está perfeito

Ele diz

Ele rasga

Se refaz

Diluído em copo d’água

Recomeça outra vez

Aquilo que não se fez

Que não se desfaz

 

 

J. Nobre

2 comentários sobre “A arte incompreendida

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