Você será dispensável, quando for indispensável.

É maravilhoso acordar pela manhã e ouvir a natureza, preparar o seu pão predileto, cuidar de si, tomar um café em uma xícara de gerações. Eu paro e penso; Eu existo! Há um propósito para isso.

Vivemos em um mundo de interesses, quase como um “jogo”, porém isso não me agrada. Perdeu-se o verdadeiro valor da amizade, a pontualidade, a palavra dada, a palavra honrada. Chegamos em um momento em que cumprimos simplesmente modismos, uns virando jovens e outros voltando ao passado, esqueceram-se de viver cada fase de suas vidas, acredita-se em um segundo sol, mas mal se conhece o primeiro. Vive-se aquilo que não se aprecia, essa é a verdade.

Estamos em um ciclo social acelerado, onde o trajeto é realmente uma escada para uns; eu te levo, mas quando pesar aqui você ficará. Já não há mais com quem compartilhar as vitórias, estão preocupados no “eu consegui”, mas esquecem-se de que embora tenha-se o mérito de que “eu me esforcei”, há também “ninguém consegue nada sozinho”, por outro lado, como é bom comemorar conquistas com aqueles que conhecem cada detalhe desse trajeto, cada dificuldade e também os sorrisos por cada fase alcançada.

O Homem está cada vez mais sozinho, embebido no seu próprio “eu”. Tornou-se indispensável, tornando as pessoas dispensáveis. Você será dispensável, quando for indispensável. Não é o fato de que temos liberdade de escolher, mas é o medo de ser completo, de ser feliz.

J. Nobre