Eu o via escrever
Sob aquele mundo inevitavelmente
grande e sólido
Debruçada no balcão
Passava horas o observando
Cada passada com um ritmo repetido
Uma agenda rebuscada deixada como herança
Páginas duplamente rebuscadas, agora
Dedos pequeninos atracados
Pés acelerados em uma escalada
Olhos fixos e viajantes
Nada se perdera do alcance
Aquele mundo era grande
Gostava de viajar por ele
Cheiro de flor de laranjeira
Um chá da tarde com bolachas
Histórias e canto de sabiás
Isso sempre me faz recordar

J. Nobre

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