Assentar-se à mesa com um farrapo ambulante
Comemorar, celebrar a vida
De que me vale vestes finas?
De que me vale a etiqueta?
Surpreendente é aquele que se despoja de suas belas vestes
E se apresenta vestindo-se da própria alma revigorada
De que me vale estar vestido ou nu?
Quando a própria nudez está na falta de caráter
Na falta de amor
Que não me basta ser o próprio
Mas ao próximo
Em belas vestes te apresentas
Quando te despojas do teu próprio eu
E vê não com os olhos do corpo
Mas da alma
Ora, de fato, um corpo nu a público
É obsceno
É censurado
Mas ao que me refiro
É transcendente
É algo sagrado

J. Nobre.

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